eu e a tábua em Lance’s Left (Indonésia), foto do Sebastian Rojas, outro amigo que está no Havaí agora.
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Hoje tirei o dia pra ficar em casa com a família e os amigos, que também trouxeram suas famílias. Coisa boa. Carlos Gama, meu companheiro de duas viagens à Indonésia, acaba de chegar do Havaí e encontrou hospedado aqui em casa o Teco Padaratz, surfista profissional consagrado, organizador da etapa do WCT (campeonato mundial de surf) no Brasil. Teco também foi nosso companheiro em uma dessas trips e agora é meu colega de profissão. Veio de Floripa até o Rio de Janeiro para fazer dois shows de sua banda.
El Niño, um projeto dele e do Christiaan Oyens, grande guitarrista, compositor e produtor, que agora está virando surfista. O lendário Fábio Gouveia participou de um clipe deles e o estilo do Christiaan em um certo momento chega a confundir-se com o do Fabinho, como se um fosse dublê do outro! Filmei com meu celular pra vocês conferirem. No encontro de hoje ainda estava o redator e apresentador Gabriel Moojen, que chegou atrasado e perdeu a parte mais pesada da conversa, sobre brigas no Hawaii, histórias de localismo e rixas entre brasileiros e locais dentro e fora d’água. Algumas dessas histórias eu já tinha ouvido quando fui lá. Outras são mais recentes. Carlos até nos mosrou um link de um vídeo/repeortagem deste ano no New York Times sobre o assunto. Para ver o vídeo, é só descer um pouco nesta página e dar play ali na esquerda.
Estou com vontade de dar um "pulo" lá no Hawaii, ou pelo menos fazer uma viagem de surf para algum lugar este ano. Essas conversas sobre ondas boas despertam aquela coisa que todo surfista tem na alma, aquele lado mais aventureiro, de querer ir atrás da onda perfeita, ou pelo menos de uma onda diferente, num lugar novo, ou num pico já visitado no passado que deixou boas lembranças. Espero não entrar na onda de ninguém, como aconteceu na primeira vez em que fui à Bali e que caí em Padang: depois de muito tempo esperando no canal, sobrou uma onda da série pra mim, os brasileiros gritando "vai, Gabriel" e eu, cheio de medo, tive que remar com vontade e ir na onda. Quando botei meu pé na prancha e apontei o seu bico pra baixo, vi que um australiano já tinha descido lá detrás do pico em alta velocidade e já estava virando (cavando) na base onda, exatamente embaixo de mim! Consegui evitar furar sua cabeça com o bico da prancha, mas caí em cima do cara, embolando a minha cordinha na dele e obrigando-o a tomar a série inteira na cabeça comigo. Enquanto as ondas nos empurravam pras pedras, na bancada de coral cada vez mais rasa, eu tentava desembolar as cordinhas, tomando um esporro e pedindo desculpas, dizendo que eu não tinha visto o cara, o que ele percebeu que era verdade. Esbravejando e bufando, examinou sua prancha e notou que estava "tecada", por causa do choque com a minha, o que o deixou ainda mais irado: "What the fuck! Give me my fucking board!" Pegou sua prancha e foi embora pra areia. Achei que ia querer brigar lá fora, mas não rolou nada disso. Nem vi mais o cara. Se fosse no Hawaii, com um local havaiano daqueles mais encrenqueiros, Deus me livre, não quero nem imaginar!
Tenho muitas lembranças boas de viagens de surf e outras daqui mesmo no Rio de Janeiro. Espero poder compartilhar muitas outras com meus amigos, pra depois a gente ficar relembrando e jogando conversa fora numa tarde sem ondas como a de hoje. Sem ondas no mar aqui de São Conrado, mas cheia de surf, manobras, caldos, tubos e muito mais no nosso papo de surfista ao som do disco do El Niño.
Só faltou o Bocão, que ainda tá lá no North Shore. Quando ele voltar, podemos repetir a dose, na minha casa ou na dele. Ou então dentro do mar, que é a nossa.
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